EDITORIAL: As definições de golpe foram atualizadas

Em por Observatório RN
Atualizado em 13 de julho às 22:28


Era a eleição da presidência da Câmara Federal, que elegeria o substituto do lendário Eduardo Cunha. Diante da crise – porquê não dizer do “cabaré” político em que vive o Brasil? –  essa eleição não poderia ser mais tumultuada.

Eram 14 candidatos. Nomes para todos os gostos. Teve até um que discursou como candidato para no final anunciar que estava abrindo mão de sua candidatura para apoiar um dos oponentes.

No entanto, ficou a cargo do PT a mais obscura jogatina política do processo. Estrategicamente, o partido não lançou candidato. Esse era o primeiro ato.

A ala de esquerda da Câmara apresentou duas candidaturas: Luiza Erundina (PSOL-SP) e Orlando Silva (PC do B). Ambos os partidos estiveram ao lado do PT no processo de impeachment da presidente (e não presidenta) afastada Dilma Rousseff.

Muito mais do que isso, o PC do B é mais leal ao PT e seus discursos do que o próprio PT. Ressalte-se que Orlando Silva foi Ministro dos Governos Lula.

Pois bem, o PT não fechou com nenhuma dessas opções.

Como sempre, seguindo as orientações de Lula, o PT apoiou a candidatura de Marcelo Castro (PMDB-PI). Isso mesmo: o PT apoiou a candidatura de um membro do PMDB, partido de Temer. Mesmo tendo um candidato aliado e uma outra candidatura de esquerda, o PT optou pela candidatura de um peemedebista.

Apesar da jogatina, o PT fracassou novamente. Passaram para o Segundo turno os Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) com 120 votos e Rogério Rosso (PSD-DF) com 106 votos. Marcelo Castro teve 70 votos, Luiza Erundina 22 votos e Orlando Silva 16 votos.

 

Zé Guimarães (ex-líder do Governo Dilma) com Adesivo de Marcelo Castro (PMDB). Foto: Andréia Sadi - GloboNews
Zé Guimarães (ex-líder do Governo Dilma) com Adesivo de Marcelo Castro (PMDB). Foto: Andréia Sadi – GloboNews

 

E você aí, com cara de taxo, que ainda segura o discurso de “golpe”. Só um aviso: As definições foram atualizadas.


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