PR recebeu 3,5% de propina de Furnas

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 28 de abril às 11:37


Na proposta de delação a que ÉPOCA teve acesso com exclusividade, Antunes afirma que Valdemar Costa Neto e o seu PR receberam da Engevix pelo menos R$ 2,5 milhões em propinas.

O dinheiro foi pago, segundo ele, entre 2007 e 2011.

A viabilidade do esquema surgiu da influência que o PR tinha em Furnas, a empresa de economia mista e capital fechado, que é controlada pela estatal Eletrobrás.

Os cinco anos mencionados por Antunes coincidem com o período em que Mario Marcio Rogar comandou a diretoria de engenharia de Furnas.

Engenheiro pós-graduado, o curitibano Marcio Rogar ingressou em Furnas em 1975 e ascendeu ao posto máximo na unidade de engenharia em 2006.

Subiu ao comando da diretoria por indicação do PR de Valdemar Costa Neto e o PMDB de Eduardo Cunha. Rogar caiu em 2011 porque o PR se afastou de Dilma Rousseff.

O PR, segundo Antunes, cobrava 3,5% em propina nos contratos de Furnas.

Valdemar Costa Neto fora mencionado em outras duas ocasiões por delatores da Lava Jato.

O ex-diretor de abastecimento da PetrobrasPaulo Roberto Costa foi o primeiro a citar que aliados de Valdemar  estavam envolvidos no esquema.

Em março de 2015, Paulo Roberto declarou à Justiça que procurou empresas que atuavam nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) para pedir doações para o caixa 2 à campanha de reeleição do governador Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, os dois peemedebistas, em 2010.

O total cooptado atingiu R$ 30 milhões. Metade desse valor saiu das empresas Skanska, Alusa e UTC.

O representante da Skanska, Cláudio Lima, era próximo de Valdemar, de acordo com Costa.

Deu em Época

 


Delação do dono da Engevix envolve muita gente na corrupção

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 28 de abril às 11:35


O empresário José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, outro empreiteiro que prosperou nos anos de governo petista e sucumbiu a golpes de Lava Jato, está prestes a fechar um acordo de delação premiada com os procuradores da Força Tarefa, em Curitiba, conforme ÉPOCA revelou. Antunes é o engenheiro que sabe demais.

Na proposta, ele implica o senador Renan Calheiros (PMDB), o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Edinho Silva, a ex-ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula Erenice Guerra e o ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Araújo.

Agora, ÉPOCA descobriu que o ex-deputado Valdemar Costa Neto, dono do PR, também está nela.

Antunes promete escrever novo capitulo na já extensa biografia criminal de Valdemar, um aliado do PT condenado a dez anos de prisão por sua participação em outro escândalo, o do mensalão, e que não pode sair de perto de um quarto de hotel, em Brasília, porque ainda cumpre pena.

Deu em Época


Conheça o voto de Garibaldi Filho a favor do impeachment

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 28 de abril às 11:07



Deputados querem legalizar bingos nos estádios para ajudar clubes

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 28 de abril às 10:25


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Para driblar a crise financeira instalada em diversos clubes de futebol após a realização da Copa do Mundo, os deputados Andrés Sanchez (PT-SP) e Guilherme Muzzi (PP-SP) articulam proposta para legalizar a instalação de bingos dentro dos estádios ou clubes sociais vinculados aos times.

Dessa forma, por conta própria ou com auxílio de parcerias, a iniciativa funcionaria como mais uma fonte de renda para as agremiações.

A ideia partiu de Sanchez, ex-presidente do Corinthians, em conversa entre os dois, após reunião da Comissão Especial do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil, da qual Muzzi é o relator. A previsão é de que o relatório final seja produzido nos próximos 15 dias.

“Os clubes de futebol ou os clubes esportivos poderiam montar (bingos) ou no seu clube social ou na arena, mas apenas um bingo por clube”, explicou Sanchez.

Segundo ele, a proposta deve constar no relatório final.

Deu no Correio Braziliense

 


O PT parte para boicotar o Brasil

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 28 de abril às 09:16


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Não, não é uma forma de protesto o que o Governo de Dilma e do PT decidiram negar informações sobre a administração pública federal para uma possível comissào de transição.

Após a aceitação do pedido de impeachment no próximo dia, aprovado pelo Senado, sob o rito decidido pelo Supremo Tribunal Federal, Dilma Rousseff estará oficial e constitucionalmente afastada do Poder.

Por 6 meses, até o julgamento final.

O normal, natural, cívico e patriótico seria evitar a ampliação da crise política e apressar as informações para que a gestão do país não sofra uma solução de continuidade.

Isso seria se o PT estivesse pensando no Brasil.

Ele só pensa em seu projeto de poder, que está vendo virar fumaça.

O PT nega as informaçòes para evitar que o mais cedo possível o novo governo descubra onde estão escondidos, em qual grau de aparelhamento encontra-se a administração pública brasileira.

O PT que esconder seus jabutis com o único propósito de boicotar o país.


Governo decide não passar informações para a transição

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 28 de abril às 09:06


Em reunião nesta quarta-feira com o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, deputados federais do PT traçaram uma estratégia de reação ao eventual governo do vice-presidente Michel Temer.

A ordem do Palácio do Planalto é deixar Temer “à míngua”, sem informações sobre a gestão, e acelerar os programas em andamento pela presidente Dilma Rousseff.

Com a certeza de que a votação do impeachment no Senado, prevista para o dia 11 de maio, afastará Dilma por até 180 dias, o governo e o próprio PT já preparam os próximos passos do divórcio litigioso. Um dos participantes da reunião desta quarta-feira – que contou com a presença de 45 dos 57 deputados petistas e ocorreu na sede do PT – afirmou, ainda, que não haverá “transição” de governo, com informações sobre cada pasta.

“Transição é quando há um governo eleito, com legitimidade. Não é este o caso”, argumentou o parlamentar.

Na reunião com Berzoini, houve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não se posicionou sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo.

O presidente da Câmara é réu em ação autorizada pelo Supremo, acusado de desviar recursos no esquema de corrupção da Petrobras, e enfrenta processo de cassação do mandato no Conselho de Ética da Câmara.

Deu em Veja


O que a imprensa estrangeira diz sobre o momento político do Brasil

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 27 de abril às 11:33


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Há uma imensa confusão rondando as redes sociais a respeito do que dizem ou não os jornais estrangeiros sobre a crise brasileira. Tornou-se comum, por algum motivo misterioso, afirmar que lá fora há um movimento condenando o que a presidente Dilma Rousseff chama de “golpe”. Não é verdade.

O “Guardian” manifestou sua opinião em editorial, publicado com o título “Uma Tragédia é um Escândalo” e no qual aponta os que considera responsáveis pela crise em que nos encontramos: “transformações da economia global, a personalidade da presidente, o PT ter abraçado um sistema de financiamento partidário baseado em corrupção, o escândalo que estourou após as revelações, e uma relação disfuncional entre Executivo e Legislativo”. Sem poupar em momento algum o Congresso ou Eduardo Cunha, em nenhum momento o jornal britânico sequer cita o termo “golpe”

O editorial do “Washington Post” começa assim: “A presidente brasileira Dilma Rousseff insiste que o impeachment levantado contra ela é um ‘golpe contra a democracia’. Certamente não o é.” A partir daí, desanca tanto o governo Dilma quanto o Congresso Nacional. O único elogio que os editorialistas do “Post” conseguem fazer ao Brasil é que, no fundo, “este é um preço alto a pagar pela manutenção da lei — e, até agora, esta é a única área na qual o Brasil tem ficado mais forte.”

A revista “The Economist” também opinou a respeito. “Em manifestações diárias, a presidente brasileira Dilma Rousseff e seus aliados chamam a tentativa de impeachment de Golpe de Estado. É uma afirmação emotiva que mexe com pessoas além de seu Partido dos Trabalhadores e mesmo além do Brasil.” Adiante, seguem os editorialistas, “a denúncia de Golpes tem sido parte do kit de propaganda da esquerda.” O tom é este. Para a “Economist,” o problema é que Dilma perdeu a capacidade de governar, e, em regimes presidencialistas, quando isso ocorre a crise é sempre grave.

As mesmas críticas generalizadas às instituições políticas brasileiras estão no editorial mais recente, publicado pelo americano “The Miami Herald”. “Os brasileiros não devem se distrair. O crime que trouxe o país abaixo é roubo por parte de quem ocupa cargos públicos. Que sigam atrás dos bandidos e deixem para os eleitores o destino de políticos incompetentes.” Para os editorialistas, a incompetente é Dilma, e bandidos, os políticos envolvidos em corrupção.

A cobertura estrangeira é boa, é detalhista, com muita frequência põe o dedo em nossas feridas mais abertas. Nenhum dos editoriais de grandes veículos é superficial.

Todos veem a estrutura política brasileira derretendo. E nenhum compra a ideia de que há um golpe em curso.

Deu no ex-blog de César Maia


Impeachment é a robustez das instituições

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 27 de abril às 11:23


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Aqui e ali alguém tenta alarmar o país insinuando que o processo de impeachment é uma ameaça ao processo democrático, à frágil democracia, golpe, ruptura etc.

Não é bem assim.

O processo de impeachment, que cumpra o que está escrito na Constituição, mostra a robustez das instituições funcionando normalmente.

Simples assim.


Procurador aponta Lula no comando do “petrolão”

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 27 de abril às 10:26


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Um dos condutores da Operação Lava Jato, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima evita fazer juízos definitivos, mas não esconde a convicção a que chegou a força-tarefa que investiga o esquema de corrupção que corroeu a Petrobras.

“Há uma linha de investigação que aponta Lula na cadeia de comando”, afirma nesta entrevista a ÉPOCA. Negociador-chefe dos acordos de delação premiada, Carlos Fernando não tem boas notícias para quem ainda busca esse entendimento: como já se sabe quase tudo sobre o caso, há cada vez menos espaço para novos delatores; quem quiser reduzir sua pena terá de contar algo muito valioso aos investigadores.

“Precisamos punir as pessoas, não é possível fazer acordo com todo mundo”, diz Carlos Fernando. “Vai ter de trazer uma coisa muito extraordinária.”

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/04/uma-linha-de-investigacao-aponta-lula-no-comando.html

Deu em Época

 

 

 


O Brasil é das Marias e dos Josés

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 27 de abril às 10:06


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O IBGE apresenta levantamento inédito dos nomes mais frequentes no Brasil, identificados pelo Censo Demográfico 2010. Foram observados 130.348 nomes diferentes na população brasileira, 63.456 masculinos e 72.814 femininos, sendo que há nomes comuns aos dois sexos e apenas o primeiro nome foi considerado.

Para as mulheres, o nome preferido é Maria, com frequência de 11,7 milhões de pessoas. Já para os homens, o mais comum é Jose, com 5,7 milhões de pessoas.

As informações disponibilizadas estão organizadas por sexo, para Brasil, unidades da federação e municípios.

O levantamento também aponta os nomes mais frequentes até 1929 e por década de nascimento a partir de 1930, possibilitando identificar nomes que entraram e saíram de moda e aqueles que aparecem de maneira mais constante.

O projeto Nomes no Brasil tem por base as listas de moradores dos domicílios em 31 de julho de 2010, data de referência do Censo 2010.

Foram registrados obrigatoriamente o primeiro nome e o último sobrenome de todos os moradores do domicílio e, havendo mais de um morador com primeiro e último nomes iguais, foram registrados os outros nomes que permitissem distingui-los.

As formas variantes dos nomes foram contabilizadas distintamente, conforme registradas na lista de moradores do domicílio no momento da coleta do questionário. Desse modo, nomes como Ana ou Anna, Ian ou Yan, Luis ou Luiz, entre outros, foram considerados isoladamente, com a grafia original da coleta.

Também não foram previstos sinais como acentos, cedilha, trema e til (por isso os nomes citados estão sem esses acentos).

Fonte: IBGE