Advogado de Lula faturou R$ 8,8 milhões na Petrobras

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 6 de fevereiro às 09:51


O criminalista Nilo Batista foi contratado pelo ex-presidente Lula recentemente para preparar a defesa do petista na Lava Jato e na Zelotes.

Nos últimos anos, o escritório de Batista prosperou na Petrobras, epicentro da Lava Jato.

Foi contemplado com quatro contratos, que somam R$ 8,8 milhões.

Três deles foram assinados a partir de 2014, depois que a operação já estava na rua. Reservadamente, advogados da Petrobras reclamam do que qualificam ser um conflito de interesses.

Contratos da Nilo Batista & Advogados Associados com a Petrobras (Foto: Reprodução)

Nilo Batista também advoga para a Sete Brasil, envolvida no Petrolão, contra João Carlos Ferraz, num caso em que o ex-presidente da companhia é acusado de ter embolsado indevidamente bônus de R$ 16,3 milhões. Ferraz, diz o lobista Fernando Baiano, afirmou ter conversado com Lula em 2011. Segundo Baiano, Ferraz disse a ele que a conversa com Lula foi “muito boa porque daria mais velocidade a assuntos da empresa (Sete)”.

Sem conflito

Procurado, Nilo Batista afirmou que os sócios de seu escritório respeitam o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e o Código de Ética profissional. Disse ainda que o escritório advoga para Lula porque não há associação do ex-presidente com ex-diretores da Petrobras investigados na Lava Jato.

A Petrobras não respondeu aos questionamentos sobre possível conflito de interesses de Batista.

Deu em Época

Renato Duque pode ter feito acordo de delação premiada

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 6 de fevereiro às 06:13


Há alguns dias, advogados que atuam na Lava-Jato vinham comentando, reservadamente, que os rumos das investigações indicavam que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque poderia ter fechado um acordo de delação premiada.

Duque chegou a negociar a delação no ano passado, mas a Procuradoria-Geral da República não avançou com o acordo devido à impressão de que o ex-diretor não estava disposto a entregar tudo que sabia.

Nesta quarta, após verem o “ato falho” do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que chamou Duque de colaborador e depois se corrigiu, ganhou força a tese de que ele voltou a negociar o acordo.

Deu em Veja Magalhães

Veja


Moro diz que após a delação da Andrade Gutierrez “surgiu fato relevante” na Lava Jato

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 6 de fevereiro às 06:07


O presidente afastado da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo vai passar o carnaval em casa.

O executivo e o ex-diretor da empresa construtora, Elton Negrão, deixaram o Complexo Médico Penal (CMP), em Curitiba, e receberam tornozeleiras eletrônicas, nesta sexta-feira. Agora, eles ficarão em prisão domiciliar.

A medida foi determinada pelo juiz Sérgio Moro após os executivos fecharem acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Moro ainda suspendeu os prazos da ação que investiga a participação dos dois no esquema de corrupção da Petrobras por conta de “fato relevante” às investigações.

O juiz não detalhou qual seria o fato.

“Diante de fato relevante superveniente, suspendo o prazo para a apresentação das alegações finais pelas Defesas”, diz o despacho de Sérgio Moro.

Os dois executivos foram presos durante a 14ª fase da Operação Lava-Jato, deflagrada em junho de 2015. Desde outubro, eles negociavam colaborar com a Lava-Jato. A delação de Otávio Azevedo é vista pelos investigadores como a peça chave para desvendar o esquema de pagamento de propina no setor elétrico similar ao existente na Petrobras. Além disso, durante as negociações, os executivos teriam afirmado que poderiam detalhar um esquema de corrupção nas obras para as Olimpíadas do Rio.

Moro suspendeu o prazo das alegações finais da defesa no processo que envolve a empreiteira. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a Andrade Gutierrez agia de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. A empresa montou uma rede de pagamento de propinas envolvendo offshores em paraísos fiscais.

Além de receberm tornozeleiras eletrônicas, Otávio Azevedo e Elton Negrão terão que comparecer pessoalmente a todos os atos do processo caso sejam requisitados.

Deu em O Globo

Compra do sítio foi fechada em escritório do compadre de Lula

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 6 de fevereiro às 06:02


A compra do sítio usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia, interior de São Paulo, foi formalizada no escritório do advogado e empresário Roberto Teixeira, compadre de Lula, localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo.

O imóvel custou R$ 1,5 milhão, em outubro de 2010. A informação foi antecipada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e confirmada na manhã desta sexta-feira pelo GLOBO, que obteve a escritura de compra e venda do imóvel. Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira, Teixeira admite que participou do processo porque quem comprou o sítio, Fernando Bittar e Jonas Suassuna, são seus clientes.

O sítio usado por Lula e sua família em Atibaia é alvo de investigação da Operação Lava-Jato. Segundo relatos de comerciantes locais e prestadores de serviço, parte da reforma foi bancada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht, ambas investigadas pela Operação Lava-Jato. Além disso, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público em São Paulo, que investiga o triplex que foi reservado a Lula pela OAS no Guarujá, também colhe depoimentos de profissionais e empresas envolvidos na reforma do sítio.

Há duas semanas, Conserino disse já ter colhido informações suficientes para denunciar Lula por ocultação de patrimônio.

O ex-presidente e sua mulher, Dona Marisa, foram convocados para depor no próximo dia 17 no Ministério Público de São Paulo. Além do Guarujá, eles também serão questionados sobre o sítio em Atibaia.

Na escritura, os antigos proprietários do sítio transferem duas partes dele, por meio de venda, para Fernando Bittar e Jonas Suassuna Filho, os atuais donos do sítio. O endereço da operação de compra e venda é o mesmo do escritório de Roberto Teixeira, localizado na Rua Padre João Manuel, Jardins, São Paulo. No total são 173 mil metros quadrados de área.

Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, um dos fundadores do PT, pagou R$ 500 mil por uma parte do sítio e Jonas Suassuna, primo do ex-senador Ney Suassuna, arcou com R$ 1 milhão. Ambos são sócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula.

Dos R$ 500 mil pagos por Bittar, R$ 100 mil foram “recebidos em boa e corrente moeda nacional” (cheque administrativo do Banco do Brasil). O restante foi pago em dois cheques, também do Banco do Brasil. O negócio foi formalizado no dia 29 de outubro de 2010, dois dias antes da eleição da presidente Dilma Rousseff, no 19º andar de um prédio de escritórios na Rua Padre João Manoel, nos Jardins.

O endereço é o do escritório de Teixeira. Amigo de Lula desde os anos 80 e padrinho de Luís Cláudio, caçula de Lula, Teixeira já abrigou integrantes da família Lula em suas casas.

Além do ex-presidente, que morou em uma casa de Teixeira em São Bernardo do Campo, Luís Cláudio vive num apartamento que pertence ao padrinho, também no bairro dos Jardins.

Teixeira também intermediou a compra da cobertura duplex onde Lula mora atualmente em São Bernardo do Campo.

paisDeu em O Globo


PT e PCdoB conversam sobre a eleição de Natal

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 5 de fevereiro às 04:16


reuniao

Os pré-candidatos à prefeitura de Natal pelo PT e PCdoB, o deputado estadual Fernando Mineiro e o vereador George Câmara, respectivamente, se reuniram esta semana para conversar sobre o processo eleitoral de 2016, os possíveis cenários para o primeiro e o segundo turnos e a conjuntura política nacional.

De acordo com Mineiro, foi uma “boa conversa entre quem ama esta cidade e está preocupado com os rumos e desafios de seu crescimento e a qualidade de vida de sua população”.

“Foi um encontro entre quem sabe que nossos problemas só serão enfrentados tendo compromisso com a população como um todo e com exercício permanente do diálogo entre as diversas visões sobre a cidade, com profundo respeito às diferenças”, acrescentou.

Para George Câmara, a reunião foi muito produtiva e importante para fazer uma avaliação dos possíveis cenários de 2016. “Fizemos uma discussão sobre o quadro político e a conjuntura atual. Este ano será muito importante para o nosso país e, particularmente, para Natal. Temos olhares a partir do projeto nacional dos nossos partidos e pretendemos dialogar com a sociedade sobre o destino da cidade”, disse.

Fonte e foto: Assessoria


“Grandes Carnavais”, o jeito antigo e bom de cair na folia

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 5 de fevereiro às 04:13


As ruas do bairro de Petrópolis serão palco hoje do resgate dos carnavais de Natal dos anos 70 e 80 que foram marcados pelos blocos de carros alegóricos com suas orquestras de frevo.

Serão mais de 10 horas de festa unindo integrantes de 08 blocos, 02 concentrações, 07 atrações e o grande encontro de blocos no Largo do Atheneu.

Grandes Carnavais_ Puxa Saco Alegorias do bloco Ressaka

O evento começa às 16h nas concentrações dos blocos nos restaurantes 294 e Nemésios, onde os artistas Rildo Lima e banda de frevo do Chico Bethoven e Pedrinho Mendes e Banda de frevo do Chico Bethoven, respectivamente, animam os foliões dos blocos Kuxixo, Ressaka, Jardineiros, Jardim da Infância, Saca Rolha, Puxa Saco, Bakulejo e Arrocho. A partir das 20h30 para encerrar a noite com chave de ouro, terão os shows das bandas Detroit, Alphorria e Armandinho Macedo, com entrada franca.

“O convite é para que todos resgatem a história e o jeito tradicional de se fazer Carnaval em Natal.

O evento Grandes Carnavais trará de volta os antigos blocos de elite. Os integrantes vão sair do 294 e do Nemésio para um grande encontro no Largo do Atheneu provocando uma grandeconfraternização entre as várias gerações que curtem a folia de momo através de frevos, marchinhas e sambas”, explica Sergio Fernandes (Coxinha), promotor do evento ao lado do produtor cultural Dickson Medeiros (Meméia).

Para o produtor Dickson ‘Meméia’, um dos articuladores do Grandes Carnavais, o incentivo para botar o Grandes Carnavais na rua foi o crescente investimento da Prefeitura na festa. “A criação dos pólos mudou a cara do Carnaval de Natal para melhor”, avalia.

O projeto Grandes Carnavais promoverá o resgate do jeito natalense de brincar Carnaval, a partir de um novo formato, mas mantendo as antigas tradições e oferecendo às novas gerações a oportunidade de se divertirem de maneira sadia, dividindo esse momento com as suas famílias, além de dar oportunidade aos artistas locais apresentarem e divulgarem o seu trabalho. Tem apoio da Prefeitura, Redenção, Shopping Cidade Jardim, Hotel Holiday Inn, Hospital São Lucas, Arena das Dunas e Divino Café.

Serviço:

Grandes Carnavais

Concentração: 16h com concentrações nos restaurantes 294 (Av. Deodoro) e Nemésios (Av. Rodrigues Alves) mediante camiseta (passaporte de entrada para o bloco).

Concentração 294 com os blocos Saca Rolha, Puxa Saco, Bakulejo e Arrocho. Atrações: Rildo Lima e banda de frevo do Chico Bethoven.

Concentração Nemésios com os blocos Kuxixo, Ressaka, Jardineiros e Jardim da Infância. Atrações: Pedrinho Mendes e banda de frevo Chico Bethoven.

Encontro de Blocos: 20h30 com grande confraternização de foliões e chegada dos carros alegóricos no Largo do Atheneu para os shows das bandas Detroit, Alphorria e Armandinho Macedo, com entrada franca.

Mais informações:

Mixmidia Assessoria de Imprensa – Alexandre Mulatinho 99451-9005 / 3221-3957

Twitter: grandescarnavais / facebook: Grandes Carnavais / Instagram: @GrandesCarnavais

Fonte e fotos: Assessoria


A maior maternidade do Aedes Aegypti de Natal

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 4 de fevereiro às 12:09


IMG_3031A maior maternidade do aedes aegypti de Natal fica na rua Carvão de Pedra, em Potilândia.

Abandonada e posta para alugar há meses, é vizinha da Espetaria do Bezerra.

Numa esquina.

A imobiliária Tertuliano Rêgo tem uma placa diante do imóvel.

A vizinhança faz o que pode.

Muitos já tiveram dengue por lá

Já jogou óleo, água sanitária e outros ingredientes que possam evitar a proliferação do mosquito.

Agora que a lei permite invadir imóveis abandonados, eis um bom momento para ajudar a população.


Fábio Faria alerta para o mal que o Ibama faz ao desenvolvimento do RN

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 4 de fevereiro às 10:50


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Deu no Portalnoar

A demora na emissão de licenças ambientais por parte do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) no Rio Grande do Norte foi assunto de discurso do deputado federal Fábio Faria (PSD/RN), nessa quarta-feira (3).

O parlamentar afirmou que tal morosidade tem atrasado e, em muitos casos, impedido grandes investimentos imobiliários na região litorânea potiguar, citando recente matéria do portalnoar.com

“Até hoje, não temos um resort no Rio Grande do  Norte. Em Reportagem recente do Portal NoAr revela que mais da metade dos empreendimentos alvo de embargos pelo IBAMA do Rio Grande do Norte aguarda julgamento para retomar as suas atividades. Vejam, senhoras deputadas e senhores deputados, que nos últimos 15 anos, o IBAMA alvejou 648 empreendimentos e 51% ainda aguarda decisão do órgão, sem saber se podem ou não continuar produzindo”, criticou o parlamentar.

Faria destacou as constantes críticas de diversos setores produtivos do Estado ao Instituto pelas interpretações equivocadas da legislação ambiental. Ele lembrou o artigo do vice-presidente da Federação das Indústrias do RN, empresário Sílvio Bezerra, em que o mesmo afirma: “A percepção é que os dirigentes locais do instituto trabalham sistematicamente para não licenciar nada.(…) de dois anos para cá, nosso mercado imobiliário não tem visto praticamente nenhum projeto novo”.

O deputado lamentou a possível interferência de um servidor nesse sentido: “O que se diz com frequência é que o funcionário Eduardo Bonilha, a quem a superintendência permite conduzir todo órgão, de fato, tem criado dificuldades para aprovar os projetos e, pasmem, se orgulha de travar todo e qualquer novo empreendimento no Estado”.

Ele afirmou que grandes grupos estrangeiros e brasileiros demonstram interesse em investir na instalação de resorts, de hotéis de grande porte no litoral. Projetos estimados em dezenas de milhões de reais, no entanto, esbarram na lentidão da análise dos documentos apresentados.

“Estamos, lamentavelmente, observando a migração de vultosos investimentos para estados vizinhos, como Pernambuco, Paraíba e Ceará”, completou.

Fábio Faria ainda elogiou a atuação do IDEMA, órgão ambiental do Governo do Estado, que no último ano, expediu mais de 2000 licenças ambientais, observados todos os critérios técnicos legais e os cuidados com o meio ambiente.

Fonte e foto: Assessoria


Repórter perguntar será crime inafiançável?

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 4 de fevereiro às 10:54


A agilidade das novas mídias, a mudança radical do ritmo de produção da informação, a variedade de opções para formular ideias ou difundir informações ainda vão fundir o cérebro dos estudiosos da comunicação.

E do direito.

A assegurada liberdade de expressão e do pensamento, garantida pela Constituição, vem sempre atrelada ao também sagrado direito de resposta para quem, eventualmente, sinta-se atingido.

Para matar o jornalismo será preciso que desapareçam duas personagens da história humana.

Aquela que quer ocultar algo do interesse público e aquela que quer expor para o público este mesmo assunto.

Tem sido muito debatido o fazer do novo jornalismo – novo no sentido dos modos de produção -.

É sempre motivo de polêmicas quando e de que forma será assegurado o direito de resposta.

O jornalismo impresso tradicional, pelo espaço temporal de no mínimo 24 horas entre uma edição e outra, garantia este direito na mesma edição ou na edição seguinte.

Em termos de hoje, uma eternidade.

No jornalismo on line a convenção é dedicar um trecho – “o outro lado” – , sempre ao fim do texto, que ouviu a pessoa (ou as pessoas) envolvidas na matéria.

Quase uma nota de rodapé.

Melhor seria que a fonte supostamente denunciada ganhasse o mesmo espaço, só  quem em uma matéria exclusivamente dela.

Onde pudesse expor suas razões de forma majoritária.

Mas não funciona assim.

Por alguns motivos.

Primeiro, a pressa em produzir e em divulgar.

Que vem atrelada com a pressa de se defender, em caso de denúncia.

Depois, com a horizontalização na produção da informação, a “denúncia” se espalha feito pólvora nas redes sociais.

Composta de forma esmagadora por amadores, curiosos e da famosa rede de imbecis alertada por Eco.

Temendo isso, também os supostamente atingidos montaram suas estruturas de comunicação para produzir textos, informações, difundir versões que podem mesmo antecipar o que seria ainda exibido ou publicado.

O direito de resposta sendo exposto antes do direito de informar.

O texto abaixo deixa isso muito claro, nestes tempos de explosão da comunicação.

Nunca se comunicou tanto no mundo.

O Estado de São Paulo queria entrevistar o advogado de Lula, Roberto Teixeira.

Este exigiu que o repórter enviasse o questionário com as perguntas que seriam feitas a ele.

Até aí, nada demais. Embora nenhum jornalista goste muito deste formato.

O repórter mandou. Teixeira então, sem que as respostas tenham sido enviadas para o jornal, antecipou-se, produziu uma autoentrevista, enviou para o blog o Antagonista, que postou a “entrevista” não produzida por ele.

Teixeira e o Antagonista (um excelente meio surgido em 2015 no país) “furaram”o Estado e Sào Paulo antes da matéria do jornal ter sido escrita.

A “quase fonte”Teixeira ainda para o ataque ao repórter, a quem não respondeu diretamente.

Daqui a pouco será crime inafiançável o repórter perguntar.

E a discussão não será mais sobre o direito de resposta.

E sim sobre o direito de pergunta.

Esta transição na comunicação será dolorosa.

Leiam abaixo a matéria do advogado de Lula e a entrevista que não foi dada, não foi publicada por quem pediu, mas foi respondida.

A fonte furou o veículo.

E deu uma “nota de repúdio” por uma entrevista que jamais concedeu.

Repudiou algo que não foi publicado.

Por meio da sua assessora de imprensa, Roberto Teixeira, o advogado de Lula, enviou a O Antagonista uma “nota de repúdio” a uma reportagem que o Estadão está produzindo sobre as suas ligações com o petista.

Antecipar o conteúdo de reportagens de jornais influentes, por meio de “notas de repúdio” mandadas a outras publicações de grande porte, é uma estratégia petista para tentar esvaziar o impacto negativo que essas matérias podem causar.

Abaixo, reproduzimos o material que nos foi gentilmente enviado por Luiza Gorgatti, a assessora de imprensa de Roberto Teixeira. Temos guardadas todas as notas que Roberto Teixeira e os seus associados nos mandaram por email desde o ano passado, prova de que o escritório de advocacia reconhece O Antagonista como veículo de imprensa idôneo e de enorme alcance, ainda que não compartilhe das posições políticas dos ilustres causídicos.

 
  03/02/2016
 
Nota de repúdio  
     
  Repudio publicamente o claro movimento que busca atacar minha honra e imagem e qualificar como espúrias ações que cercam a relação de amizade que mantenho com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como minha atuação profissional na condição de seu advogado. No presente, o ataque se centra em questões formuladas pelo repórter Adriano Ceolin, do jornal “O Estado de São Paulo” – hoje a mim enviadas –, que decidi tornar públicas pelo inaceitável nível de afrontamento:

1. Empréstimo de uma casa ao ex-presidente Lula, entre 1989 e 1998:

O imóvel em questão é de minha propriedade e, nessa condição, poderia e posso livremente dispor para a finalidade que desejar. À época, é preciso registrar que proprietários de imóveis enfrentavam inúmeros problemas com a retomada de unidades locadas – tema ao qual a mídia dedicou amplo espaço –, de forma que o empréstimo foi o caminho juridicamente mais seguro até que houvesse a venda almejada;

2. Intermediação da compra de três imóveis em São Bernardo do Campo para o ex-presidente:

Nunca houve tal intermediação. Desde o início da década de 80, atuo como advogado do ex-presidente e foi nesta condição que o orientei na aquisição dos referidos imóveis;

3. Negócios envolveriam empresas em situação falimentar, como a Dalmiro Lorenzoni e a FGS Engenharia e Construções:

Não houve nenhum problema jurídico na aquisição dos imóveis mediante minha assessoria jurídica;

4. Sócios da FGS Engenharia e Construções alegam ter sido por mim enganados, bem como me acusam de repassar imóveis da referida empresa para meus familiares:

O sócio Cesário Gebram Soubhie retratou-se em 1º/08/2014, após tomar conhecimento dos fundamentos apresentados nos autos da Ação Revocatória – Processo nº 0327173-05.2009.8.26.0100 – 2ª. Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo (petição de fls. 1.681/1.688), o que invalida as demais ilações;

Torno igualmente pública a informação que existe queixa-crime promovida pelo ex-presidente contra o referido repórter – processo nº 0026745 23.2015.8.07.0001 – 4ª. Vara Criminal do Distrito Federal, que também subscrevo como um dos advogados.

Roberto Teixeira


OAS pagou móveis e cozinha do triplex e do sítio de Lula

Em por Ricardo Rosado
Atualizado em 4 de fevereiro às 04:11


Além de bancar a reforma no tríplex de Lula no Guarujá, a empreiteira OAS comprou os móveis planejados que adornam o apartamento e também o sítio do ex-presidente em Atibaia.

Documentos divulgados nesta quarta-feira pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, mostram que a empreiteira do clube do bilhão pagou por duas compras feitas em uma loja de São Paulo e entregues no Edifício Solaris e no sítio Santa Bárbara.

 

Uma nota fiscal emitida pela loja paulistana em 12 de novembro de 2014, a que o Jornal Nacional teve acesso, mostra a empreiteira de Léo Pinheiro como compradora de uma cozinha planejada, no valor de 78.800 reais, cuja entrega se deu no tríplex 164-A do condomínio construído pela Bancoop no Guarujá.

O imóvel é exatamente o que pertenceria a Lula. O procurador do Ministério Público de São Paulo Cássio Conserino disse a VEJA que pretende denunciar Lula e Marisa Letícia, ex-primeira-dama, pelo crime de lavagem de dinheiro decorrente da ocultação da propriedade do apartamento.

Outra nota fiscal da mesma loja, emitida em 13 de março de 2014, mostra itens de uma cozinha planejada, como refrigerador, forno elétrico e bancada, que totalizaram 130.000 reais.

A entrega foi no sítio em Atibaia que, conforme VEJA revelou, foi reformado pela OAS.

Segundo a reportagem do telejornal, os procuradores do Ministério Público de São Paulo querem saber por que a empreiteira de Léo Pinheiro pagaria por uma compra de Fernando Bittar.

O Instituto Lula confirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na no edifício Solais em 2014, com Marisa Letícia, sua mulher, e o presidente da OAS, Léo Pinheiro.

O instituto também reconheceu em nota que o ex-presidente frequenta o sítio no interior paulista “em dias de descanso”.

Deu em Veja