Marina

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 14 de dezembro às 20:51


Se as delações de almoxarifes da Odebrecht tiveram as repercussões dos últimos dias, queiram imaginar o relato de Emílio e Marcelo Odebrecht.

A verdade é que os fatos conspiram a favor de Marina Silva. Detém mais condições de reunir a Esquerda do que o aloprado Ciro Gomes.

Corre em raia própria, não foi chamuscada pelo veneno da corrupção e tem adotado uma postura olímpica em relação aos acontecimentos da LavaJato.

(Em 09.12.2016)


O palhaço Justus

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 14 de dezembro às 20:48


Na década de 70 ou 80, um palhaço francês se candidatou à presidência da república francesa.

A justificativa era simples e o alegre candidato explicava com muita franqueza. “Se os políticos estão se transformando em palhaços, por que os palhaços não podem ser políticos”?

Vamos encerrar essas especulações sobre a eventual candidatura Roberto Justus a presidente do Brasil? Aqui ainda não é território da United Fruits Co.

O palhaço Justus…

Então tragam Silvio Santos, muito melhor.


Delação premiada industrializada

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 14 de dezembro às 20:37


As delações premiadas no Brasil ganharam estágio de linha industrial no Ministério Público Federal. Reforça o surgimento, em nível nacional e organizado em cada Estado, da campanha do “não reeleja o Congresso”.

Inteirinho. Se fulanizar, excluindo alguns nomes supostamente honestos, no intuito de não se cometer injustiça, complica.

Vale para todos os atuais congressistas.


As lágrimas ardentes de Chapecó

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 3 de dezembro às 11:32


Não houve acidente aéreo com o time do Chapecó. O que vemos é um fenômeno de comunicação que se realimenta a si mesmo, criando outras realidades.

O presidente da República comparecerá menos pelo fato e mais pela crosta da virtualidade gerada. Busca atrair para si uma parte da popularidade do acontecimento, elevada ao paroxismo pela mídia. Quem sabe, umas lágrimas e seria o hit da cobertura…

A mídia comanda o fato e não o fato comanda a mídia, que dividiu a Morte em categorias diferentes. Uma mais nobre e outras nem tanto. Morte de “acidente de ônibus”, morte de “acidente de avião”… Na cobertura jornalística, um repórter agradeceu um colega, “obrigado pela emoção…” Diz tudo. Sem emoção, não haveria sucesso. A emissora agradece.

Tragédia com ônibus no sertão do Nordeste merecerá uma notazinha na Rádio Rural de Inhamuns.


E o Direito?

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 29 de novembro às 19:29


O juiz de 1ª instância diz que buscou a verdade. E que a sua consciência lhe assoprou o milagre epistemológico de ter encontrado.

O juiz da 2ª, com olhos brilhando, rebate. “Não é bem assim, a minha consciência é melhor.” A consciência de segundo grau parece que possui lanterna de Diógenes mais regulada do que a do primeiro…

No meio das guerras de consciência, onde fica o Direito?


Os árabes

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 29 de novembro às 19:27


Querem conhecer as terras onde nasceu a Filosofia? Então visitem a Turquia e não a Grécia. No território da hoje Turquia, nasceram todos os grandes pré-socráticos, inclusive Heráclito.

Lido agora em Jean Pierre Faye, que também diz que o primeiro filósofo – Tales – era de origem fenícia. Ou seja, árabe.


O sátrapa e o cordeiro

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 27 de novembro às 09:52


A morte de Fidel Castro mereceu cobertura da imprensa brasileira de uma forma assimétrica, exagero de espaço, incompleta e parcial.

Mas os maiores pecados residiram na parcialidade e na incompletude.

Cobertura incompleta porque omitiu fatos de grande interesse para os brasileiros: a doutrina do foquismo criada pelo castrismo.

Nas décadas de 60 e 70 Fidel Castro ingeriu-se na política interna brasileira. Implantou campos de treinamentos para guerrilheiros, preparando pelotões para a luta armada em nosso território. A maioria, depois, associada ao PT, alguns presos até hoje, como o ex-guerrilheiro José Dirceu. O treinamento foi útil, sem dúvida. Os alunos se transformaram em ladrões, finos, diga-se de passagem, do dinheiro público.

Matérias antigas comentam que o barbudo enviava dinheiro para a luta armada e que chamava Leonel Brizola de “Dom Ratón”. Parece que o gaúcho embolsava o dinheiro do povo cubano. O episódio foi relatado pelo jornalista Rubens Lemos ao jornalista Agnelo Alves.

Bem, e a parcialidade? Quase nada. Um sátrapa que fuzilou milhares de adversários políticos, alguns pessoalmente, foi desenhado como um vulto romântico, sonhador e amoroso.

Um lobo vestido de cordeirinho. Um Davi lutando contra o Golias americano. Este, o vilão dos jornalistas…

O Jorge Pontual, do Globonews, provavelmente irá homenagear tão doce vulto com suas poesias açucaradas.


Lágrimas e imbecilidade

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 16 de novembro às 21:14


O jornalista Jorge Pontual integra a equipe de jornalistas do Globonews. É presença diária no programa “Em Pauta”. Faz uma editoria de Costumes, mas vez por outra, o âncora lhe provoca a navegar em outras áreas. O comentário inopinado quase sempre é um desastre.

Sua característica mais acentuada é a pieguice lacrimosa e o politicamente correto levado ao paroxismo. Hoje, foi instado a comentar mais um bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Comparou o nosso Supremo Tribunal Federal ao similar americano, para sugerir que as sessões da Corte não fossem transmitidas pela televisão, a exemplo dos Estados Unidos.

Cabe uns reparos a uma opinião tão infeliz e desinformada.

Em primeiro lugar, a TV Justiça cumpre o preceito constitucional do Princípio da Transparência. Informa à população brasileiro o conteúdo da prestação jurisdicional dos tribunais superiores. Ás vezes, capta raras discussões grosseiras entre ministros, mas por por outro lado, também registra a habitual cordialidade, o permanente raciocínio jurídico de seus integrantes e os muitos momentos de grandeza intelectual, verdadeiras aulas de Direito oferecidas à população.

Pena que no jornalismo não haja nada parecido. Talvez o açucarado jornalista aprendesse a apreciar os fatos sob todos os ângulos.


É besta loira? É.

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 14 de novembro às 21:06


Donald Trump é uma besta loira? Eu não tenho dúvida.

Mas avaliem a enorme contradição. A patota dos politicamente corretos, aqueles bichos-grilos que defecam pudim de leite e se derretem com a simples presença de Leonardo Boff recitando clichês ambientalistas, os que criticam o racismo e outros preconceitos, são os mesmos que classificam como bárbaros e semi-analfabetos os americanos – metade -, que sufragaram o nome de Donald Trump.

A democracia ainda é o sistema político menos pior. E é praticada nos Estados Unidos, sem a distorção dos currais eleitorais produzidos pelos bolsas-famílias da vida.

Lá, o governante incompetente tem data marcada para ser ejetado do Salão Oval. Trump foi eleito democraticamente e qualquer crime de responsabilidade ou assemelhado que venha a cometer, lembra-se que a Grande Nação do Norte inventou um institutozinho jurídico chamado impeachment. Brasileiros, o conhecemos. Ou não?

Politicamente correto é raça? Pois sou racista. Viva Nietzsche.

(Ao meu mestre Lenio Luiz Streck).


Bardot ou Trump

Em por Carlos Linneu
Atualizado em 12 de novembro às 16:06


Toda a história da filosofia foi um esforço incessante de se provar que a consciência existe por si só, isolada e solteira. Ou de que o mundo é uma realidade independente de nós.

De minha parte, prefiro acreditar que Brigite Bardot existe. Ou o Trump. Com ou sem a minha consciência.