O ladrão de almas

Em por Carlos Magno
Atualizado em 20 de outubro às 17:06


ladrao
Ele chegou chegou em casa sem saber o que fazer. Ainda trêmulo, foi rapidamente preparar um café coado da região norte do Sumatra que aprecia somente em momentos especiais.
Deitou no seu sofá feito com palets e sacos de estopa ainda com os olhos marejados e ligou a TV no canal OFF.
Fui tudo muito rápido. O meliante chegou e simplesmente levou a coisa mais importante de sua vida. (mais…)


Não é bonito

Em por Carlos Magno
Atualizado em 14 de setembro às 15:58


bonitp
Todo dia me deparo com um monte de gente achando “bonito” se foder profissionalmente.
Postam isso nas redes sociais e ganham solidariedade de uma horda de outros, que como diz o filósofo Falcão, “Acham bonito ser feio”. (mais…)


100%

Em por Carlos Magno
Atualizado em 22 de julho às 20:08


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Há alguns anos comecei a fazer quadros utilizando uma técnica chamada “patchwork digital”, onde se trabalha “colagens” de texturas e elementos gráficos para formar o desenho final.
Quando fiz o primeiro, morri de vergonha de mostrar apara alguém porque na minha concepção estava horrível.
Tomei coragem e mandei para um amigo e para a minha surpresa ela achou FANTÁSTICO. (mais…)


Sobre fotos e arco-íris

Em por Carlos Magno
Atualizado em 28 de junho às 14:25


blog
…e a Internet ficou completamente cheia de cores e enfeitada de “arcos coloridos”. Ao contrário do acontecido nas eleições passadas, a surpresa foi positiva.
Como não apoiar meus amigos gays? Eu gosto de amigos felizes e em muitos casos a felicidade deles passa por assumir legalmente o parceiro.

Eu preciso de gays, lésbicas e transgêneros na minha vida. Preciso bastante na verdade.
Eu não consigo me lembrar de um mundo sem os desenhos fantásticos do Laerte, as letras e as musicas de uma Cássia Eller ou de um Cazuza.
Que mundo sem graça seria este?
Que chato seria viver sem a máquina de decifrar códigos de Turing… que viraria este computador que você usa agora? (mais…)


Facebook 365 dias

Em por Carlos Magno
Atualizado em 8 de junho às 14:06


FACEBOOK

Entra ano, sai ano e as coisas se mostram cada vez mais cíclicas na timeline do “meu amigo” Facebook.
Tirando alguma celebridade que caiu de avião, ou alguém com muita plástica que está na UTI, temos sempre uma maneira simples de identificar em que mês estamos.. ou até mesmo o dia da semana se for necessário.
Imagine que você saiu de um estado de coma profundo e passou 5 anos sem contato com o mundo, ok?
A enfermeira entra liga uma televisão com posts da sua timeline para que você se inteire do que anda se passando. (Gente.. é só uma suposição, tá? lololol)

Se for Janeiro, todos os posts serão de mensagens com reforço aos pedidos que fizeram no mês anterior. É promessa para emagrecer, mundo mais humano e ficar rico, tudo junto num amontoado de jpgs cheios de clipart mal feito, encontrado nas aulas de Powerpoint para terceira idade. (mais…)


Kinder Ovo

Em por Carlos Magno
Atualizado em 26 de maio às 20:21


kinderovo
Todo poeta já tentou fazer comparações da vida com flores, com sementes e até mesmo com flores.
Tudo besteira!
Depois de me debruçar anos sobre o assunto (ok, foi só 20 minutinhos) cheguei a conclusão que a vida é um grande Kinder Ovo!

Aquele mesmo Kinder Ovo que te traz surpresas boas e logo em seguida te dá um quebra-cabeças feito de papelão com somente com 5 pecinhas, que até o pessoal do Setor II sabe montar.

Pausa para desabafo: Quem foi o corno que inventou esta história de quebra-cabeças no Kinder Ovo?
Assim como a vida, ele deve ser aproveitado sozinho. Não adianta estar ao lado de ninguém e repartir o negócio.
Por mais legal que seja a divisão sempre a gente vai se dar conta de que só quem conhece o próprio ovo é você mesmo. É o seu ovo! (sem trocadilhos).
(mais…)

Pai Algoritmo e Mãe-Binária

Em por Carlos Magno
Atualizado em 28 de abril às 16:05


paia
A tecnologia veio pra ficar e facilitar a vida de todo mundo. Isso não é novidade pra ninguém.
A urna é eletrônica, a compra é online e os atendimentos ao cliente agora são todos via e-mail e telefone.
O mundo é binário e ninguém duvida mais disso. Obrigado a todos os envolvidos :)
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Tacanha do Norte (Capítulo 3) – O Primeiro Contato

Em por Carlos Magno
Atualizado em 5 de abril às 14:33


PRIMEIROC
Logo Oxto avistou outras luzes avermelhadas. Eram dezenas delas sempre sobre pontos estratégicos da cidade: Prefeitura, Câmara dos deputados, jornais locais e emissoras de rádio e TV.
A sincronia dos sons e a cadência das luzes que se alternavam em nuances mais claros e mais fortes logo chamou a atenção de todos, que fixavam os olhos no céu a esta altura já quase totalmente avermelhado, formando um crepúsculo forçado no Manjericão. (mais…)


Tacanha do Norte (Capítulo 2) – Oxto

Em por Carlos Magno
Atualizado em 27 de março às 17:57


oxtox
Oxto acordou cedo como era habitual. Levantou-se e já às 07 horas da manhã e já se ouvia em alto em bom som a balbúrdia da feira do bairro do Manjericão.
Detergente de pia, carnes variadas e perfumes de baixa qualidade disputavam lado a lado as laterais da feira, que todos os Sábados enchia as ruas do bairro de cores, temperos e um imenso rastro de sujeira no final do dia.
Abriu os olhos, fixou o olhar na mancha de umidade que há anos esteve presente no teto, respirou fundo e deslizou quase escorregando para a lateral da sua barulhenta cama de molas.
Mudada a posição, o foco se alterava para a horizontal, e agora a mancha era a de vitamina de banana da parede amarelada. Este ritual de encaradas se prolongava por mais 3 minutos dando ânimo para a derradeira tentativa de se desvencilhar daquela cama que se empenhava em agarrar suas costas. (mais…)


Tacanha do Norte (Capítulo 1) – A Cidade de Oxto

Em por Carlos Magno
Atualizado em 5 de março às 18:14


TACANHA1
Tacanha do Norte era uma cidadezinha pacata e sem grandes atrativos ou pretensões. Não se destacava na indústria nem tão pouco nos serviços. Aqui a regra era viver sem muito esforço e trabalhar mantendo esta mesma máxima.
Todos os anos Tacanha do Norte recebia levas de aposentados de outras cidades em busca de uma vida mais tranquila junto às praias paradisíacas que a cercavam, quase sempre oriundos do funcionalismo público ou das forças armadas. Por vários anos Tacanha foi considerada um tipo de “cemitério de elefantes” para velhinhos com dinheiro no bolso. (mais…)